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Notas Breves
05/05/2012 - 14:16
Especulação eleva os preços dos alimentos

O mundo já conta com pouco mais de 7 bilhões de pessoas, e a grande indagação é se haverá comida para toda essa gente. A produção de alimentos é satisfatória, pois segundo os especialistas, a produção atual é de 2.800 calorias por pessoa/dia, enquanto o consumo satisfatório é de 1.900 calorias/dia.

Mais não devemos ficar muito otimista, pois segundo a FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, estima-se, que hoje um bilhão de pessoas passam fome no mundo. Além disso, 2 bilhões de pessoas são mal nutridas, e 200 milhões de crianças menores de cinco anos de idade estão abaixo do peso e nove milhões de pessoas chegam a morrer de fome todos os anos.

Um dado interessante é que o acesso da população, decorrente do alto preço da comida – segundo a FAO, nos últimos 11 anos, os preços de carnes, azeites, e gordura, laticínios, cereais e açúcar aumentaram em média 250%. Isso está diretamente relacionado a especulação financeira em torno dos alimentos, consequência do livre mercado no setor. O Estado precisa regular os preços dos produtos agrícolas, pois senão o mercado toma conta, e aí o que se produz no campo, boa parte, será destinada para a produção de combustível, como já está ocorrendo. Se for interessante para o mercado elevar os preços dos produtos agrícolas, isso acaba reduzindo a possibilidade de acesso da população a esses bens, segundo explica Julian Perez, do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional.

Boa parte do que é produzido no campo já vira combustível, e mais menos 50% é que está sendo direcionado para o consumo humano, ou seja, comida no prato das pessoas.

A especulação financeira, com a estampa de livre mercado, é um processo muito perigoso, pois pode levar o mundo a um processo de escassez de alimentos nos próximos 30 anos, quando o mundo deverá ter em torno de 9 bilhões de pessoas.

Defendo que a população eleja sempre pessoas comprometidas com a valorização do ser humano, e não do mercado especulativo, pois isso não está somente na produção de alimentos, mais também em outras politicas sociais, como é o caso habitacional, onde o mercado imobiliário especulativo com dinheiro público vai ganhando força, e as pessoas mais pobres vão ficando distante da conquista da casa própria.

Sou contra a especulação de mercado no que se relaciona a bens essenciais para a sobrevivência e o bem estar das pessoas.


José Edson é jornalista

DRT 038/MS

 
   
A rebelião dos juízes
    
   
O Estado de São Paulo
    
   
    
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