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Polícia
09/03/2018 - 13:08
Presos na Lama Asfáltica chegam ao presídio para cumprir prisão
Foto: Cleber Gellio
Midiamax

Chegaram por volta das 12h30 desta sexta-feira (9) ao Centro de Triagem da Capital, ao lado da Penitenciaria de Segurança Máxima, os quatro presos que voltam a cumprir prisão preventiva em decorrência da Operação Lama Asfáltica.

As viaturas da Polícia Federal que levaram os presos Edson Giroto, ex-deputado federal e ex-secretário estadual de obras, o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, o ex-deputado estadual Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano, e o empresário Flávio Henrique Garcia Schrocchio, foram recebidas por servidores da Agepen (Agência do Sistema Penitenciário Estadual) dentro da garagem do presídio, impedindo o registro da imprensa da chegada dos quatro.

Os presos preventivos se apresentaram de forma espontânea na sede da PF, manhã desta sexta-feira (9). Eles estavam em liberdade graças a um habeas corpus concedido em 2016, derrubado esta semana pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A Justiça Federal também decretou a prisão domiciliar da médica Mariane Mariano de Oliveira, filha de Beto Mariano, da sócia de João Amorim, Elza Cristina de Araújo dos Santos, da esposa de Giroto, a empresária Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto e da filha de João Amorim, Ana Paula Amorim Dolzan.

Operação

Os quatro presos hoje foram detidos pela primeira vez há quase dois anos, em maio de 2016, durante a deflagração da Operação Fazendas de Lama, 2ª fase da Lama Asfáltica, que investigou a existência de uma organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais, atuante no ramo de pavimentação de rodovias, construções e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica. Os contratos sob investigação envolviam mais de R$ 2 bilhões.

Os policiais encontraram indícios de procedimentos utilizados pelos investigados na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

Apenas em Mato Grosso do Sul foram detectados 66 mil hectares em fazendas que teriam sido compradas pelo grupo, nos municípios de Rio Negro, Corumbá, Aquidauana, Anastácio, Jaraguari e Figueirão, além de propriedades em cidades no interior paulista.

Segundo o delegado da Receita Federal, Flávio de Barros Cunha, o grupo usava familiares como laranjas. Eles abriam empresas e faziam a distribuição de lucros.

Outros quatro contratos da gestão Puccinelli para manutenção de estradas pavimentadas e não pavimentadas no município de Campo Grande, e dois lotes da pavimentação da MS-140 entre a Capital e Santa Rita do Pardo, também estão no alvo das investigações, com suspeita de fraudes.

A ação, que envolveu 201 policiais federais, 28 da Controladoria Geral da União e 44 da Receita Federal cumpriu 28 mandados de busca e apreensão, bem como 24 mandados de sequestro de bens dos investigados, dentre eles imóveis rurais e urbanos e contas bancárias. A operação ainda apreendeu dois aviões, um do empreiteiro João Amorim e outro do empresário João Baird.

    
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