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Saúde
04/12/2018 - 08:26
Em meio a denúncias de fraudes, faltam remédios e insumos no HR
Foto: Bruno Henrique
Correio do Estado
Enquanto o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), segmento do Ministério Público Estadual (MPE), investiga prejuízos de, no mínimo, R$ 3 milhões na compra de produtos hospitalares, pacientes do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) sofrem com a falta de medicamentos e insumos hospitalares.
 
A unidade é uma das principais do Estado e é alvo da Operação Reagente, deflagrada na sexta-feira (30), com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em Campo Grande, Ribeirão Preto (SP) e São Paulo. Os problemas com a falta de produtos já estavam em investigação há, pelo menos, quatro meses, no Conselho Estadual de Saúde (CES).
 
De acordo com o presidente do CES, Florêncio Escobar, a falta de medicamento é pauta recorrente das reuniões do colegiado. “A gente estava justamente na reunião do conselho, quando soubemos da operação. Na verdade, o problema é muito mais grave do que a gente imaginava. Agora, vamos discutir a melhor forma de acompanhar isso”.
 
A situação já havia sido denunciada e também estava sob apuração do Conselho Municipal de Saúde (CMS), já que a gestão da saúde em Campo Grande é municipal. O CMS informou que recebeu denúncias relativas a problemas na alimentação dos funcionários, o que também é alvo de apuração.
 
“Tivemos denúncias, e a comissão do Conselho Estadual esteve no local, observou algumas coisas. Pedimos informações duas vezes e não recebemos respostas. Agora, vamos questionar de novo”, disse o representante do CES, ao ser procurado para falar sobre o assunto.
 
ESPERA
 
A falta de medicamento no HR prolongou aproximadamente até o Natal, celebrado no dia 25 de dezembro, o tratamento de quimioterapia do marido da dona de casa Elaine Biz, 35 anos. Até ontem, o ciclo de oito sessões, que encerra o tratamento, não foi iniciado, em razão da falta do medicamento Mesna, utilizado em pacientes com câncer. 
 
“Se tivesse o remédio, ele já estava fazendo [quimioterapia]. Agora, quando que vai chegar o medicamento?”, questiona.
 
No decorrer do tratamento, iniciado em janeiro deste ano, também foi necessário adiar outras sessões, por falta do medicamento Ciclofosfamida, também ministrado em pacientes com câncer.
 
“A gente está esperando há uma semana, mas tem gente que já está esperando há mais de duas semanas. A doença não espera”, lamentou.
 
Ontem, o secretário estadual de Saúde (SES), Carlos Coimbra, não atendeu às ligações da reportagem do Correio do Estado. A assessoria de imprensa da SES também não respondeu aos questionamentos sobre a falta de medicamentos no HRMS, conforme as denúncias. 
 
OPERAÇÃO
 
O Gaeco estima prejuízos de mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos envolvendo a compra de produtos hospitalares do HRMS. Na sexta-feira (30), foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, além de 14 de busca e apreensão na Capital, em Ribeirão Preto (SP) e em São Paulo (SP) – um deles, na casa do diretor-presidente do hospital, Justiniano Vavas, que acabou detido por posse irregular de arma de fogo.
 
Também foram presos o gerente de laboratório da instituição, Adriano César Augusto Ramires, e o empresário Luiz Antônio Moreira, dono da empresa de produtos hospitalares Neo Line. O terceiro alvo dos mandados de prisão preventiva não teve o nome divulgado.
 
Conforme o MPE, apenas dois mandados de prisão foram cumpridos. A ação desarticulou esquema de corrupção passiva e ativa e fraudes em licitações de materiais para exames laboratoriais na unidade de saúde. 
 
O nome da operação deflagrada pelo Gaeco tem relação com um dos materiais adquiridos fraudulentamente pelo Hospital Regional e refere-se a reagentes químicos utilizados na realização de exames laboratoriais.
    
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