www.horadanoticia.com.br
Aqui você lê o que acontece de fato
 
    Hora da Notícia (67) 9924-2726    Busca
   Primeira Página
   Notícias
      › Brasil
      › Alcinópolis
      › Camapuã
      › Chapadão do Sul
      › Costa Rica
      › Figueirão
      › Paraíso das Águas
   Guia de Negócios
   Agenda de Eventos
   Colunistas
   Galeria de Fotos
   Aniversariantes
   Notas Breves
   Charges
   Entrevistas
   Quem Somos
   Expediente
   Anuncie Aqui!
   Fale Conosco
  Informativo
  Cotações
Notícias
Busca 
Polícia
09/08/2019 - 09:15
Pecuarista perde sobrado trocado por fazenda e juiz manda cobrar R$ 1,5 milhão de Giroto
Foto: Reprodução
O Jacaré
O pecuarista Arino Fonseca Marques se deu mal ao fazer negócio com os réus na Operação Lama Asfáltica. Ele perdeu o sobrado, onde funcionou o salão de Rachel Giroto, que havia trocado em uma fazenda. Em sentença publicada nesta sexta-feira (9), o juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, aconselhou que ele cobre o prejuízo de R$ 1,5 milhão do ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto, condenado a quase dez anos por lavagem de dinheiro.
 
Na primeira sentença da Lama Asfáltica, publicada em março deste ano, o juiz determinou a perda do casa, que foi vendida ao produtor rural, e da Fazenda Encantado do Rio Verde, de 1,1 mil hectares e avaliada em R$ 7,630 milhões. Os bens vão a leilão para garantir o ressarcimento dos cofres públicos pelos supostos desvios praticados pela organização criminosa.
 
Arino alegou que é o legítimo proprietário do sobrado da Rua Ingazeira, no Bairro Santa Fé, e o adquiriu antes da ação penal. Em petição à Justiça, ele explicou que deu a Fazenda Lageadinho em troca da casa para o engenheiro agrimensor Flávio Henrique Scrocchio, cunhado de Giroto e condenado a sete anos na mesma sentença. A defesa ainda destacou que o pecuarista não foi investigado pela Polícia Federal, nem denunciado pelo Ministério Público Federal na Operação Lama Asfáltica.
 
O MPF opinou pela improcedência do pedido, porque o sobrado foi objeto do mecanismo para que garantiu o entabulamento do processo de lavagem de dinheiro.
 
“Em relação ao pleito em si mesmo, a despeito de ser compreensível a postulação, ela não altera a compreensão judicial que restou asseverada na sentença. Não existe, de fato, uma relação entre a inocência/ ausência de dolo de ARINO na dinâmica da lavagem de ativos e o desfecho própria e diretamente conectado ao perdimento do bem”, pontuou Teixeira.
 
“Assim sendo, o fato de a sentença condenatória ressaltar que nem a Polícia Federal, nem o MPF diagnosticaram dolo da parte de ARINO em relação à dinâmica intestina à lavagem de ativos de que está a tratar a sentença, sendo verossímil, inclusive, que não fizesse parte de qualquer ato ou trama para o branqueamento de capitais criminosos – algo que, de fato, a sentença condenatória destacou –, não quer dizer, porém, que ARINO fosse um ‘terceiro de boa-fé’, qual estivesse alheado aos fatos, na dicção do tipo do sequestro. E não faz sentido tal alcance dado, em especial porque o próprio ARINO sabia que alguma trama havia, mesmo que não pudesse de antemão conhecê-la, segundo a clareza de seus próprios depoimentos, destacados na sentença condenatória”, frisou o magistrado.
 
Conforme a denúncia, o salão de Rachel foi dado como parte do pagamento da Fazenda Encantado do Rio Verde no valor de R$ 1,5 milhão, mas o imóvel foi registrado como R$ 310 mil.
 
Com o pedido julgado improcedente pela Justiça Federal, Arino Marques acumulará prejuízo de R$ 1,5 milhão, sem considerar a valorização do imóvel nos últimos anos.
 
“Portanto, se o embargante se vê lesado, então a providência correta será buscar ressarcimento frente ao possível causador do dano, pois a medida estritamente correta será a decretação do perdimento do bem que, umbilicalmente vinculado ao fato, está ‘relacionado, direta ou indiretamente, à prática dos crimes previstos nesta Lei’ (Lei nº 9.613/98, art. 7º, I), não sua liberação, como se este terceiro embargante estivesse totalmente alheado da lavagem de ativos de que estamos a tratar, hipótese que não é a do caso presente, concessa vênia”, concluiu o juiz, orientando o produtor a cobrar o prejuízo de Giroto, do cunhado e da sua esposa.
 
Arino não é o único a ter problemas por ter feito negócio com investigados na Operação Lama Asfáltica. Evaldo Furrer Matos está com a Fazenda Rio Negro II bloqueada por suspeita de ser laranja do ex-secretário adjunto de Fazenda, André Cance.
 
Dono de sete fazendas, ele recorreu até ao Superior Tribunal de Justiça, mas não conseguiu desbloquear os bens.
 
    
› Deixe sua opinião
Nome  
E-mail  
Mensagem 
 
Digite as duas palavras que você vê abaixo:
 
 
   
Previdência: reforma corta pensão por morte pela metade e prejudica os cônjuges
    
   
Reforma da Previdência:
    
   
    
Publicidade
Hora da Noticia   |   (67) 9924-2726   |   [email protected]   |   Costa Rica - MS