www.horadanoticia.com.br
Aqui você lê o que acontece de fato
 
    Hora da Notícia (67) 9924-2726    Busca
   Primeira Página
   Notícias
      › Brasil
      › Alcinópolis
      › Camapuã
      › Chapadão do Sul
      › Costa Rica
      › Figueirão
      › Paraíso das Águas
   Guia de Negócios
   Agenda de Eventos
   Colunistas
   Galeria de Fotos
   Aniversariantes
   Notas Breves
   Charges
   Entrevistas
   Quem Somos
   Expediente
   Anuncie Aqui!
   Fale Conosco
  Informativo
  Cotações
Notícias
Busca 
Política
09/08/2019 - 13:49
Governo demite engenheiro réu em seis ações da Lama Asfáltica, que cobram R$ 841 milhões
Foto: Reprodução
O Jacaré
O Governo do Estado demitiu os dois primeiros funcionários denunciados na Operação Lama Asfáltica, que desvendou o maior esquema de corrupção em Mato Grosso do Sul. Um dos demitidos é o fiscal de obras e ex-deputado Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano, réu em seis ações por improbidade que cobram R$ 841,2 milhões, e duas por lavagem na Justiça Federal.
 
 Preso por um ano e 21 dias, ele teve nova prisão preventiva solicitada na semana passada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Além disso, o engenheiro foi o responsável pela construção da ponte sobre o rio Santo Antônio, em Jardim, que caiu em efeito dominó cerca de um ano após ser inaugurada.
 
Apontado como braço direito do ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto, único preso por ter sido condenado a quase dez anos por integrar o esquema criminoso, Beto Mariano tem salário de R$ 23,1 mil por mês. Mesmo preso no ano passado, ele chegou a ser promovido pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), enquanto milhares de servidores continuam sem o benefício.
 
Acuado pela repercussão, a administração suspendeu o pagamento de salário para Mariano. Ele recorreu à Justiça e conseguiu voltar a receber a remuneração, porque não foi condenado e a prisão era provisória.
 
Nesta quarta-feira (7), o Governo concluiu processo administrativo instaurado no ano passado, três anos após o início da Operação Lama Asfáltica, e concluiu pela demissão de Beto Mariano. Conforme decreto do governador Reinaldo Azambuja, ele foi demitido a bem do serviço público por violar os deveres funcionais.
 
A exoneração do cargo que ocupou por décadas pode ser o início do inferno astral do engenheiro. O processo pela ocultação de R$ 4,3 milhões na compra de fazendas com Giroto está na fase das alegações finais e a sentença pode ser prolatada nos próximos dias pelo juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande.
 
Mariano pode enfrentar o segundo julgamento na Justiça Federal, desta vez junto com o ex-governador André Puccinelli (MDB), pelo suposto prejuízo de R$ 142 milhões aos cofres públicos.
 
Já na esfera estadual, ele responde a seis ações por improbidade administrativa e pode ser condenado a pagar R$ 841,2 milhões aos cofres públicos. Várias levaram ao bloqueio dos bens do ex-servidor.
 
Outro réu na Lama Asfáltica demitido hoje é o fiscal de obras Fausto Carneiro da Costa Filho. Ele é réu em duas ações, por improbidade na estadual e por corrupção e lavagem de dinheiro na federal.
 
Na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, a única ação contra Fausto foi protocolada pelo Governo do Estado, a partir do compartilhamento de provas pela Justiça Federal, em que cobra a devolução de R$ 603,7 milhões.
 
O Campo Grande News informou que a Controladoria-Geral do Estado abriu dez procedimentos contra funcionários investigados na Operação Lama Asfáltica.
 
Alguns investigados foram até promovidos, como é o caso de Jader Rieffe Julianelli Afonso, ex-secretário estadual de Fazenda na gestão de Puccinelli. Investigado na Operação Lama Asfáltica pela Polícia Federal, ele foi nomeado secretário especial e indicado para ser o secretário-executivo do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central.
 
Conforme o Portal da Transparência, Afonso acumula o vencimento de R$ 46,2 mil como auditor fiscal com o subsídio de R$ 12,1 mil como assessor especial do Governo. Ele não foi denunciado, até o momento, apesar de ser ter sido alvos de mandados de busca e apreensão e ser convidado para prestar depoimento na PF.
 
Beto Mariano e Fausto Filho poderão recorrer à Justiça contra a demissão. O caso mais notório é o de Sérgio Roberto Carvalho, o major Carvalho, que foi condenado por tráfico de cocaína e lavagem de dinheiro, mas segue recebendo R$ 11 mil por mês graças à decisão judicial.
    
› Deixe sua opinião
Nome  
E-mail  
Mensagem 
 
Digite as duas palavras que você vê abaixo:
 
 
   
Previdência: reforma corta pensão por morte pela metade e prejudica os cônjuges
    
   
Reforma da Previdência:
    
   
    
Publicidade
Hora da Noticia   |   (67) 9924-2726   |   [email protected]   |   Costa Rica - MS