www.horadanoticia.com.br
Aqui você lê o que acontece de fato
 
    Hora da Notícia (67) 9924-2726    Busca
   Primeira Página
   Notícias
      › Brasil
      › Alcinópolis
      › Camapuã
      › Chapadão do Sul
      › Costa Rica
      › Figueirão
      › Paraíso das Águas
   Guia de Negócios
   Agenda de Eventos
   Colunistas
   Galeria de Fotos
   Aniversariantes
   Notas Breves
   Charges
   Entrevistas
   Quem Somos
   Expediente
   Anuncie Aqui!
   Fale Conosco
  Informativo
  Cotações
Notícias
Busca 
Polícia
12/01/2020 - 19:36
Números de violência contra a mulher aumentam no recesso forense
Foto: Reprodução
Doze mulheres ameaçadas, 15 agredidas fisicamente e uma estuprada, esses são os números da violência contra a mulher registrados em Campo Grande apenas nas audiências de custódia durante o plantão judiciário.
 
Todos os anos, com o fim do feriado forense, que se estende de 20 de dezembro de um ano até 6 de janeiro do seguinte, o TJMS realiza um levantamento do quantitativo de procedimentos desempenhados pelo seu plantão. São diversas atividades que não cessam com o recesso, a fim de manter a sociedade protegida pelo direito. Uma dessas funções é a audiência de custódia.
 
Deste modo, neste último feriado, o Fórum da Capital realizou 130 audiências de custódia, em que 148 detidos em flagrante delito foram ouvidos pela justiça e tiveram a sua prisão mantida ou não pelo juiz de plantão. Dentro do montante de crimes praticados, a segunda infração penal mais cometida, apenas atrás do tráfico de drogas, foi o crime de violência contra a mulher. Vinte e cinco casos registrados, contra 15 do recesso anterior.
 
Os dados apresentados pelas custódias, portanto, tornam possível verificar que, a despeito de todas as ações e políticas desenvolvidas no combate à violência contra a mulher, ela continua a crescer.
 
De 66% foi o aumento no número de flagrantes, de um ano para o outro, referentes à violência em razão do sexo. Isso quer dizer que, em apenas 18 dias, 27 mulheres foram ameaçadas por homens de seu círculo íntimo, tendo 15 chegado a serem agredidas pelos mesmos. Já o total de ocorrências durante o plantão manteve-se estável, registrando dois casos a menos que no ano anterior.
 
Importante ressaltar que esse aumento da violência contra a mulher corresponde apenas aos casos que foram comunicados às autoridades e que resultaram em prisões em flagrante, e não incluem os casos tratados diretamente pelas varas de violência doméstica, o que leva a crer ser o número real de mulheres agredidas bem maior.
 
Embora sejam vítimas de violência, poucas mulheres foram surpreendidas praticando-a ou cometendo delitos. Enquanto 132 homens foram presos em flagrante ao longo do recesso, só seis mulheres foram detidas. É um número menor, inclusive, ao de menores infratores, o qual foi de 10 apreensões.
 
As mulheres, assim, foram vítimas, em razão do sexo, de aproximadamente 20% dos casos registrados neste plantão, mas foram autoras de somente 4% de todas as ocorrências. A polícia da Capital prendeu apenas duas mulheres por tráfico de drogas, duas por roubo e duas por lesão corporal nesses dias de recesso.
 
Não há como se falar, portanto, em diminuição da violência contra a mulher, ou cessação de políticas e ações que busquem o enfrentamento a essa situação preocupante. Assim, mais medidas devem ser implementadas e reforçadas ao longo de 2020, visando a conscientização, a prevenção, e a uma mudança da sociedade do Estado, sem a qual a violência não cessará.    Assecom/tjms 
 
 
    
› Deixe sua opinião
Nome  
E-mail  
Mensagem 
 
Digite as duas palavras que você vê abaixo:
 
 


   
Previdência: reforma corta pensão por morte pela metade e prejudica os cônjuges
    
   
Suzana Garcia, advogada/Notícia ao Minuto
    
   
    
Publicidade
Hora da Noticia   |   (67) 9924-2726   |   [email protected]   |   Costa Rica - MS