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Saúde
30/11/2020 - 06:13
Ansiedade, dificuldade para andar: pacientes de Campo Grande relatam sequelas pós-coronavírus
Foto: Reprodução
Midiamax
Os números do coronavírus têm crescido em Campo Grande nas últimas semanas e a situação já preocupa as autoridades de saúde. O número de pacientes internados em leitos clínicos e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) aumentou e a lotação chega a 80% na Capital. Porém, o que pouca gente se lembra é que os sobreviventes da Covid-19 enfrentam as sequelas da doença por meses. Os dias de internação rendem problemas que vão desde a ansiedade e chegam a dificuldades motoras, dores e fraqueza no corpo.
 
Em pouco mais de dois meses, o CER/Apae (Centro Especializado em Reabilitação e Oficina Ortopédica da Apae de Campo Grande) atendeu mais de 250 pacientes com sequelas após a infecção pelo coronavírus. O centro funciona com um ambulatório para recuperação dos pacientes de Covid-19 e é uma parceria da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e SES (Secretaria de Estado de Saúde), para atender usuários do SUS (Sistema Único de Saúde).
 
O Coordenador Técnico do CER/Apae, Paulo Henrique Muleta Andrade, explica que o centro oferece 70 novas vagas por semana para usuários do SUS encaminhados pelo SISREG (Sistema de Regulação de Vagas – Ministério da Saúde).
 
“O tempo de tratamento das sequelas/resíduos da SARS COV-2, depende do nível de comprometimento do paciente e do número de sistemas comprometidos”, conta. O coordenador explica que os pacientes têm apresentado comprometimento motor, respiratório, cardiorrespiratório, neuropatias periféricas e associações dos mesmos. As neuropatias periféricas incluem sintomas como dor, formigamento, dormência e fraqueza no corpo.
 
Andrade ainda ressalta que o medo que o paciente sente quando é internado também é um dos principais sintomas. 
 
“Chama a atenção ao quadro de ansiedade e medo relatado pela maioria dos pacientes, que ficaram em ventilação mecânica independente do tempo. Cito o relato de uma paciente que me marcou muito: ‘enquanto estava ligada no ventilador, era como se estivessem me chutando todo momento’”, relata.
 
A Sesau explica que o organismo de cada paciente reage de uma forma diferente ao coronavírus. O tratamento pode durar meses ou até anos. “Dentre as principais doenças residuais, estão, principalmente no universo de pacientes que necessitaram de tratamento com respiração mecânica, a constância na dificuldade respiratória, problemas motores, psicológicos, e, em alguns casos menos comuns, problemas neurológicos”.
 
‘Meu corpo não será mais o mesmo’
 
Um exemplo de quem viveu na pele as consequências do coronavírus foi o pastor Milton Marques, da Clínica da Alma. Ele ficou 18 dias internado, sendo que 12 deles estava desacordado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ele foi liberado do hospital no início de agosto e ainda sente as sequela da doença. 
 
Aos 49 anos, ele conta que passou por um período de recuperação lento, mas aos poucos, conseguiu retomar a rotina. Para ele, tudo mudou após a internação. 
 
“O cansaço é gritante. Tem várias coisas que são afetadas, estou passando por uma série de exames, tenho dores. Cheguei à conclusão de que o meu corpo não será mais o mesmo”, conta.
 
Segundo o pastor, os primeiros 40 dias de recuperação foram os mais difíceis. Ele não conseguia se locomover e precisava de ajuda para tudo. “Você não tem força para absolutamente nada. Parece uma criança, dependente de tudo e de todos”, afirma. 
 
Milton Marques explica que a fisioterapia foi fundamental para que ele pudesse retomar sua vida. Porém, algumas sequelas persistem, como o cansaço, dores no corpo e problemas intestinais. “Ele [coronavírus] acaba atingindo um pouco de cada coisa”, diz.
 
Para quem ainda não acredita no perigo da doença, o pastor dá um recado. “Mantenham esses  cuidados que são passados, gritados aos quatro cantos: uso de máscara e lavar as mãos, é muito necessário. O coronavírus está voltando, Campo Grande já não tem mais leitos no Hospital Regional, mas pessoas continuam fazendo festa, como se nada tivesse acontecido”, alerta.
 
Para Milton, quem passou pela internação tem uma consciência diferente sobre a doença. Ele diz que ainda não sabe se pode ser recontaminado, mas está na expectativa de que a vacina chegue para todos. 
    
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