www.horadanoticia.com.br
Aqui você lê o que acontece de fato
 
    Hora da Notícia (67) 9924-2726    Busca
   Primeira Página
   Notícias
      › Brasil
      › Alcinópolis
      › Camapuã
      › Chapadão do Sul
      › Costa Rica
      › Figueirão
      › Paraíso das Águas
   Guia de Negócios
   Agenda de Eventos
   Colunistas
   Galeria de Fotos
   Aniversariantes
   Notas Breves
   Charges
   Entrevistas
   Quem Somos
   Expediente
   Anuncie Aqui!
   Fale Conosco
  Informativo
  Cotações
Colunistas
Busca 
Liberalismo e Neoliberalismo:Reflexões historiográficas
       Por Prof. Gilberto Abreu de Oliveira

“[...]De sorte que, assim sendo, dizem, a transnacionalização do sistema capitalista de produção representou a morte do Estado, isto é, seu poder de fazer políticas econômicas e sociais e forma autônoma e soberana.[...]”
(Francisco José Soares Teixeira)

As idéias Liberais pensadas inicialmente devidos às mudanças do sistema ainda vigente (mercantilismo) têm como base “[...] os princípios burgueses: propriedade privada, individualismo econômico, liberdade de comercio e de produção, respeito às leis naturais da economia, liberdade de contrato de trabalho (salários e jornada) sem controle do Estado ou pressão dos sindicatos [...]”
Muitos defendem que as práticas mercantilistas já não atendiam às novas necessidades das crescentes nações capitalistas, sendo esse um dos motivos principais para o surgimento de teorias que suprissem essas necessidades, onde o “[...]liberalismo rejeita diversos axiomas fundamentais que dominaram vários sistemas anteriores de governo político, tais como o direito divino dos reis, a hereditariedade e o sistema de religião oficial[...]”

Um dos teóricos mais influentes desta teoria é Adam Smith, que expressa seus pensamentos em seu livro: “A Riqueza das Nações”, onde ele defende que no liberalismo: “[...] a divisão do trabalho passava a ser elemento essencial para o crescimento da produção e do mercado, e sua aplicação eficaz dependia da livre concorrência, que forçaria o empresário a ampliar a produção [...]” Smith afirmava que o caminho da prosperidade das pessoas e dos países estava na livre organização das atividades produtivas e comerciais.

No liberalismo, o Estado se compromete apenas em não interferir na questão econômica, apenas deve garantir o funcionamento e o direito a propriedade privada. ]O declínio do Liberalismo (clássico), se dá por volta do final do século XIX, dando espaço às idéias que defendem a intervenção do Estado na Economia dos países. Com o decorrer dos anos, e com os artifícios do sistema capitalista, surgem novas idéias que defendem um mercado livre e global, que seriam conhecidas como idéias neoliberais, ou simplesmente neoliberalismo. Termo utilizado em dois momentos diferentes, na primeira metade do século XX com idéias voltadas para um Estado regulador e assistencialista.

Porém, por volta da década de 1970 passa a ser considerado “absoluta liberdade de mercado”, ocorrendo intervenções do Estado apenas em setores imprescindíveis, ainda assim de forma mínima. Os defensores mais famosos destas idéias são o austríaco Friedrich Hayek, e o norte-americano Milton Friedman. De acordo com os autores “[...] os políticos e economistas neoliberais enfatizam a necessidade da abertura da economia por meio da liberalização financeira e comercial e da eliminação de barreiras aos investimentos estrangeiros diretos [...]”

Assim como o liberalismo as práticas neoliberais, defendem a não interferência do Estado nas questões do mercado, para que haja maior autonomia do setor privado. Nota-se claramente isso neste trecho: “[...] o papel do Estado deve restringir-se a disciplinar o mercado, com o objetivo de combater os excessos da livre concorrência e, dessa forma, garantir sua sobrevivência.[...]”
O estudo dessas teorias econômicas se faz imprescindível para que se possa compreender o processo histórico de formação do sistema Capitalista. O trabalho aqui apresentado buscou fazer um apanhado geral do que seriam as bases destas teorias que influencia muito as questões econômicas nos dias atuais.

O ofício do historiador, se baseia em olhar para essas teorias não discriminando-as, ou desmerecendo-as, mas sim compreendê-las dentro de seu processo, dentro de seu próprio meio, como sendo fundamentais para homens de um tempo.

Abraços e boas reflexões


REFERÊNCIAS
VICENTINO, Cláudio. “O Liberalismo e as novas doutrinas sociais”. In: História Geral. São Paulo: Ed. Scipione, 1991, p.207.
Liberalismo Clássico. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_cl%C3%A1ssico. Acesso em 28 de maio de 2008.
FIGUEIRA, Divalte Garcia. Liberalismo, nacionalismo e socialismo na Europa. In: História. Série Novo Ensino Médio. Edição Compacta. São Paulo: Ed.Ática, 2004, p. 154.
GIUDICE, Claudia. (dir. red.) Políticas Econômicas. In: Almanaque Abril: Mundo 2005. 1ª Ed. São Paulo: Ed. Abril, 2005, p. 115

Prof. Gilberto Abreu de Oliveira
Graduado em História pela FAVA/Cassilândia MS
Professor da Rede Municipal de Ensino
Professor do Sistema Objetivo



 
   
ecretário de MS participa de painel nos EUA sobre segurança pública no Brasil
    
   
Agressor de mulher usará tornozeleira de imediato;

 

 
    
   
    
Publicidade
Hora da Noticia   |   (67) 9924-2726   |   horadanoticiaredacao@hotmail.com   |   Costa Rica - MS