Riedel lamenta violência com morte em Bonito e projeta ampliação da votação de Flávio em MS

  • Política
  • 25/10/2026 16:15

O governador Eduardo Riedel (PP) lamentou, após votar neste domingo (25), a morte de um homem durante uma briga em Bonito e afirmou que o caso será investigado com rigor. Após votar em Campo Grande, o chefe do Parque dos Poderes também demonstrou confiança na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e projetou que o candidato poderá superar 65% dos votos válidos em Mato Grosso do Sul.

Riedel votou por volta das 10h na Escola Estadual Maestro Frederico Libermann, no bairro Monte Castelo, na Capital. Ao conversar com jornalistas, o governador comentou o episódio de violência em Bonito, onde Ewerton Rodrigues da Silva, 35 anos, morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo. Outro homem também foi baleado e precisou ser transferido para Campo Grande.

A ocorrência foi registrada nas proximidades de uma carreata de apoio a Flávio Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a confusão teria começado com uma discussão que evoluiu para agressões físicas. Um adolescente de 16 anos, filho de um dos homens envolvidos na briga, teria pegado um revólver e efetuado os disparos. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso.

Ao comentar o episódio, Riedel classificou a morte como lamentável e ressaltou que ainda não é possível afirmar que a violência tenha sido motivada por divergências políticas. O governador ponderou que a discussão também pode ter começado por uma questão de trânsito e defendeu cautela até que as autoridades concluam a apuração.

“É lamentável. Não dá nem para dizer se é consequência desse acirramento político ou não”, afirmou Riedel. “A gente vai apurar com rigidez todos os fatos e apurar as responsabilidades”. 

Aumento de votos para Flávio Bolsonaro

O governador Eduardo Riedel falou sobre a expectativa de votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul. Ele declarou confiança na vitória do candidato do PL e afirmou esperar que ele amplie a vantagem obtida no primeiro turno.

No 1º turno, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 58,6% dos votos válidos no Estado, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 34,68%. 

Riedel avaliou que a mobilização política realizada entre os dois turnos poderá contribuir para aumentar o percentual de votos de Flávio. Durante o período, aliados do senador promoveram carreatas, adesivagens e outras atividades de campanha em diferentes municípios sul-mato-grossenses.

A expectativa do grupo político era alcançar até 70% dos votos no Estado. Riedel, no entanto, projetou um resultado acima de 65%. 

“Todas as lideranças políticas do nosso campo permaneceram em campanha. Já no primeiro sábado nós tivemos a missão Flávio 22, tivemos toda a atuação em torno de adesivagem, de mobilizações, de carreatas e não parou de lá pra cá”, declarou.

Na avaliação do governador do Estado, as acusações ocuparam espaço significativo durante a campanha, embora a discussão sobre propostas tenha ganhado maior presença nos últimos dias.

“Uma campanha muito acirrada, muito ausente de propostas, muitas acusações, o que eu não gosto eu não acho positiva de ambos os lados.

Apesar de apoiar Flávio Bolsonaro, Riedel afirmou que pretende manter uma relação institucional com o governo federal, independentemente do resultado das urnas. O governador destacou a importância do diálogo entre o Estado e a União para garantir a continuidade de projetos e ações de interesse da população de Mato Grosso do Sul.

“Não misturo posições políticas com relações administrativas. Eu sempre lidei com muito respeito com o presidente Lula, sempre tive o respeito dele a gente jamais teve qualquer desavença direta política ou administrativa, porque eu entendo que é o papel do presidente e é papel do governador governar pra todos e buscar as convergências em torno dos projetos”, analisou.

Após votar, Riedel informou que acompanharia inicialmente a apuração em casa e que poderia seguir posteriormente para a sede do PL em Campo Grande, onde aliados do candidato presidencial pretendiam acompanhar a divulgação dos resultados.

O jacaré

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