Nove municípios de MS estão em alto risco para infestação do Aedes aegypti
- Saúde
- 20/06/2026 09:21
O segundo ciclo do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), acendeu o alerta em Mato Grosso do Sul. Dos 76 municípios avaliados em maio, nove apresentaram índices superiores a 4%, o que classifica as localidades em situação de alto risco para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O levantamento funciona como um mapeamento preventivo para identificar criadouros e direcionar as ações de combate antes do aumento efetivo de casos.
Os municípios em situação crítica
O município de Eldorado registrou o pior cenário do estado, com índice de infestação de 9,8. Na sequência, aparecem em alto risco:
Santa Rita do Pardo: 7,5
Ribas do Rio Pardo: 6,6
Rio Negro e Bela Vista: 5,9
Maracaju: 5,6
Ponta Porã: 5,3
Anastácio: 5,2
Terenos: 4,7
Cidades como Água Clara (4,1) e Camapuã (4,0) aparecem no limite técnico e já exigem atenção imediata das autoridades locais.
Médio risco e ausências importantes
A maior parte dos municípios ficou na faixa de médio risco (índices entre 1% e 3,9%), incluindo polos como Três Lagoas (2,5) e Naviraí (2,0). Nesses locais, o monitoramento deve ser intensificado para evitar que a situação saia do controle.
Por outro lado, seis cidades zeraram o índice (Ladário, Nioaque, Juti, Japorã, Dois Irmãos do Buriti e Deodápolis), embora a SES reforce que o dado não anula a necessidade de vigilância constante.
A nota negativa do ciclo foi a ausência de Alcinópolis, Campo Grande e Dourados, que não realizaram o levantamento no período. O fato preocupa a área da saúde, uma vez que as duas maiores cidades do estado concentram grande densidade populacional, dificultando a medição do risco real de uma epidemia.
Ações de prevenção
A SES destaca que o combate ao vetor não deve parar mesmo nos períodos de estiagem. A principal recomendação para os moradores continua sendo a vistoria semanal nos quintais, eliminação de água parada em pneus, garrafas e vasos de plantas, além de manter calhas limpas e caixas d’água bem vedadas.
Hora da Notícia


Comentários
Nenhum comentário enviado