Dia Internacional da Pessoa Idosa: Brasil chega a 36,6 milhões de pessoas 60+ e debate os diferentes caminhos do envelhecimento

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  • 28/09/2026 12:10

O Brasil tem hoje 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em setembro de 2026. O número deve chegar a 61,5 milhões nas próximas duas décadas, mostrando uma mudança que já impacta a saúde, o mercado de trabalho, as relações familiares e a forma como a sociedade precisa se preparar para viver mais.


Mas o aumento da longevidade traz uma questão que vai além da quantidade de anos vividos: como as pessoas estão envelhecendo e por que essa experiência é tão diferente entre elas?


No Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, especialistas discutem justamente essa diversidade. Afinal, envelhecer não acontece da mesma maneira para todos. Condições financeiras, acesso à saúde e à educação, trajetória profissional, relações sociais, território e rede de apoio interferem nas possibilidades de cada pessoa ao longo da vida.


“Nem todo mundo tem capacidade de chegar aos 70 anos bem e apto ao trabalho. Nem todo mundo envelheceu da mesma maneira. Então o principal recado disso é ter um pouco de empatia para entender essas desigualdades no envelhecimento”, afirma o geriatra Leandro Minozzo, responsável pela criação do Plano Nacional de Demência.


Para o especialista, pensar em longevidade também significa começar a olhar para o envelhecimento antes da velhice. “A gente precisa se esforçar para envelhecer bem. Não é para depois, é para começar a se esforçar já agora”, afirma.


A discussão também passa por uma mudança na própria ideia de velhice. Pessoas 50+ e 60+ continuam trabalhando, estudando, iniciando novos projetos, estabelecendo relações e ocupando espaços que nem sempre estiveram associados a essa etapa da vida. Ao mesmo tempo, nem todos têm as mesmas condições para fazer essas escolhas.


“Falar de longevidade é falar de uma transformação que envolve toda a sociedade. Não basta aumentar a expectativa de vida. Precisamos discutir as condições para que as pessoas possam viver mais com autonomia, participação e dignidade, reconhecendo que cada trajetória de envelhecimento é diferente”, afirma Luiz Moraes, diretor de Relações Institucionais do Supera.


A discussão será aprofundada no dia 1º de outubro, às 19h, na conversa online “Longevidade no Brasil: o envelhecer de cada um”, transmitida pelo canal do Supera no YouTube. Participam, além de Minozzo, o documentarista Gabriel Martinez, que pesquisa o envelhecimento e a longevidade a partir da experiência humana, e Luana Pavani, editora-chefe do VIVA Notícias e editora de Projetos Especiais da Broadcast da Agência Estado.


A partir de três perspectivas diferentes, o encontro pretende discutir o chamado novo envelhecer e o que significa preparar uma sociedade para uma população que viverá mais, mas também envelhecerá de maneiras cada vez mais diversas.

A questão, portanto, é que condições teremos para viver esses anos e como a sociedade vai se adaptar a essa nova realidade.


Serviço:

Longevidade no Brasil: o envelhecer de cada um

Data: 1º de outubro

Horário: 19h

Formato: bate-papo online

Transmissão: canal do Supera no YouTube

Participantes: Leandro Minozzo, Gabriel Martinez e Luana Pavani


Fontes:

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/setembro/ministerio-da-saude-debate-o-futuro-do-envelhecimento-no-brasil/

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