Alertas de desmatamento na Amazônia recuam 36,8% e atingem menor nível em uma década

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  • 08/08/2026 09:29

Levantamento do INPE indica retração do desmatamento em todos os biomas brasileiros; dados consolidados do Deter e Prodes reforçam meta de zerar o desmatamento até 2030.

Os alertas de desmatamento na Amazônia registraram uma redução de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026, somando 2.874,38 km² de área sob alerta. O resultado é o menor valor computado desde o início da série histórica do sistema, em 2016, situando-se 55,6% abaixo da média observada nos últimos dez ciclos.

Os números do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) foram apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em sua sede, durante a celebração dos 65 anos da instituição.

No bioma Cerrado, o monitoramento por imagem de satélite indicou uma queda de 7,8% no mesmo período, totalizando 5.119,46 km², com a maior parte das áreas mapeadas localizadas em propriedades privadas.

Panorama estadual na amazônia legal

Apesar da tendência geral de queda, os indicadores variaram entre os estados que integram a região:

  • Pará: 987,27 km² sob alerta (redução de 25,5%)

  • Mato Grosso: 834,41 km² (redução de 49%)

  • Amazonas: 433,9 km² (redução de 46,7%)

  • Roraima: 272,6 km² (aumento de 32,5%)

  • Acre: 153,8 km² (redução de 35,3%)

  • Rondônia: 114,3 km² (redução de 41,2%)

Dados consolidados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) apontam que o desmatamento acumulado no Brasil recuou 20,1% no comparativo anual. A retração foi observada em todos os biomas do país:

BiomaRetração do Desmatamento
Pantanal-65,4%
Pampa-41,7%
Caatinga-34,3%
Amazônia-15,8%
Cerrado-11,5%

Presente ao evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que utilizará os relatórios do INPE como balizador diplomático frente a barreiras comerciais adotadas pelo governo norte-americano sob alegações ambientais.

Em posicionamento oficial, o Observatório do Clima e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) classificaram o resultado como um marco na consolidação de políticas públicas voltadas ao cumprimento do compromisso de zerar a conversão de vegetação nativa no país até 2030.

Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) / Sistemas Deter e Prodes.

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